Matéria prima
malhada e trabalhada
por um cara de asa.
Do campo pra cidade
levada pelo cara de asa.
Matéria prima
inocente?só na sua mente
pois tira a vida,
como versos viram rima.
Matéria prima
vira bala,que mata
e cai a cápsula.
A bala do cartucho
o cartucho da bala.
A bala da cápsula
a cápsula da bala.
A cápsula e a bala
a bala e a cápsula
carne e unha
até que se separam pelo dedo da arma.
A bala que rasga, mata
a bala que segue reto
não para
não para
a seta na reta não para.
Até que para,
para na cara do cara
e o sangue na cara exala
aí que para.
A bala na cara estampa
aí que para a bala
na cara estourada
na cara que olha a cara do cara da bala
que fala:
toma na cara babaca
O medo que estampa
não sara,
do corpo caido na rampa
não sara.
Ecoa o riso do cara de asa
que fabrica bala.
Cai a cápsula
cai a lágrima.
Tristeza que não para
como a bala não para.
Tristeza que só para com bala.
Cai a cápsula,
quente e depois fria
levando na mente o testemunho do incidente
hediondo e consciente.
Cai a cápsula
cai, quica e rola
até se molha e rala.
Se rala e rola,rola.
Rola e para
no pé dum cara.
Cara do Rio,Rio lindo
que perde o lindo por causa da bala.
Para no pé do cara,
cara que nem sabe do cara da bala
ou do cara que a cara o sangue exala.
E o cara do Rio,
Rio ainda lindo,mas ainda com bala
pega a cápsula da bala do fabricante de balas:
um cara de asas.
O tempo passa
passa, e não para
como a bala.
Bala que rasga e mata
e dilata caras.
O tempo leva a cápsula
que leva na mente
histórias de vários caras,
e hoje o tempo a leva
na bolsa de uma paraguaia.
De: Caio Almeida

vlw x si lembrar de mim! eu paraguaia... fico massa! *-*,, te amo amigooo! by:Pame
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