Atrás dos tapas
e além dos chutes,
sei que está o seu amor,
cuidando de mim em sua alienação.
Acima de meus gritos,
ecoa suas lágrimas,
e por trás de suas lágrimas
estão as minhas.
Em seus delírios conscientes
me derrubando
para que eu possa me levantar
e suportar a vida.
Não há o que perdoar,
pois sei que no fundo de suas feridas,
bem no fundo,
eu sou o seu espinho.
De: Caio Almeida