sábado, 18 de maio de 2013

Wade: O Maior Cão do Mundo.


--Mãe, quero um cachorrinho!
--Não, filho.
--Ah mãe....

  Eu já te amava antes mesmo de te conhecer.

--Mãe, eu quero um cachorrinho!
--não, filho. Dá muito trabalho.
--Não dá não! Eu dou comida, levo pra passear, limpo a sujeira...eu prometo!

   Foi um dos dias mais felizes:

--Eba! Um cachorrinho!
--É, mas não é um dálmata...
--Não importa! Qual vai ser o nome dele?
--Que tal "Wade" ?
--Iiiih...Ricardo voltou dos EUA todo americanizado...ok. Wade Smith Saldanha!
--E cachorro tem sobrenome?
--Tem ué!

  Ainda me lembro...

--Meu Deus! O que houve com essa sala?!
--Nossa...ele cresceu...

  Sorrisos e lagrimas...

--Filho, vamos ter que dar este cachorro. Não da mais..
--Ninguém vai tirar ele daqui!

  Já fazem 7 anos...

"Wade! Para de me lamber! kkkk"

Hoje acordei com o despertador, e não com lambidas..

"Wade! Não pode dormir no sofá!"

  Ah...meu cachorro...esta noite eu sabia que iria dormir. Só não fazia ideia que seus olhos não iriam mais se abrir.

  "Wade! Para de latir!"

  Wade, late por favor! Seja obediente: senta...dá a patinha, pula...morda! Só não fica mais deitado...abra os olhos...
  Ainda me lembro do ultimo olhar...Estava fraco mas desceu três andares pra ficar ao meu lado...pra morrer ao meu lado.
  Meu cachorro branco, cremado, ao meu lado: o dia está mais cinza esta manha.
  Não quero beijos e abraços! Preciso ouvir uma latida, levar um arranhão e uma mordida..ter pelos brancos pelo corpo, que só um ser pode me dar.


--Mas meu filho, quando este bichinho morrer, você vai sofrer muito...

"Sou uma gota d'água...sou um grão de areia...você me diz que seus pais não entendem...mas você não entende seus pais..."

Seguimos caminhos diferentes...                     

Obrigado por tudo amigo...

Em homenagem à Wade (junho de 2006--16 de maio de 2013)

Wade: O maior cão do mundo.
                                                   O melhor amigo que um homem poderia ter.
                                                                                                            Jamais será esquecido.

                                                                                                                   De:  Caio Almeida

domingo, 7 de abril de 2013

Uma Noite no Bordel.





  Cansado de ser bonzinho a cada dia e percebendo que meus princípios só me afundavam em uma espécie limbo; uma noite, resolvi quebrar este paradigma. Fui para um bordel.
  Me chame de louco (como já chamaram antes) mas...passar a noite neste lugar mudou totalmente minha visão de mundo e da sociedade.
  Para começar, não olho mais a prostituta com preconceito, até por que, diferente da maioria das pessoas (dos políticos por exemplo), elas fazem seu trabalho muito bem. Logo, já não vejo o termo "puta" como um insulto.
  Cheguei a conclusão de que a prostituição é a profissão mais sincera que conheço. E porque não?! Quantas pessoas a nossa volta só estão conosco para conseguir algo em troca? As "putas" ao menos assumem o seu papel em nossas vidas! Quem melhor para se ter um relacionamento tão sincero quanto uma prostituta? Penso que deve ser por isso que Cristo era tão amigo de uma.
  Ousadas...sabem o que tem e não tem vergonha de mostrar! Sabem também (e mais do que ninguém) o mundo hostil em que vivemos, e lidam muito bem com esta realidade. Enquanto nós, que as olhamos com tanta repulsão, simplesmente ignoramos o fato.
   Após esta noite vos digo: se visitares um bordel, perceberás tudo isto; e que não se deve olhar com maus olhos aquela que está à esquina. Pois no fundo, todos somos putas, só não exercemos profissão.

                                                                                                                                    (Caio Almeida).

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Memórias Mortas




   Meus joelhos não doem,
e minhas costas não encurvam
mas já sinto-me velho..minha alma desfalece
pois as mesmas saudades que sinto das coisas
meu avô sentia antes de partir.

  Oh..saudades..
saudades das cartas que os e-mail's extinguiram..
saudades dos homens que sabiam ficar de pé!
ao invés de meninos...sentados na frente da tela.

  Que falta dos tempos em que
sonhos valiam mais do que dinheiro,
a inteligência era superior à ignorância ...
fazer o certo não era estranho
e Deus ainda existia!

    Moedas compraram os sonhos..
Que bom que ainda restam papeis para ler
canetas pra escrever
e poemas pra sentir..

  Ah..saudades até..
de sentir saudades!
sim! de um amigo distante...
mas nem mais distancia existe.

   Saudades daqueles tempos
em que redes eram pra deitar
e sociais eram entre pessoas...
Querido avô...estava certo em tudo!!!

   Mas quem sou eu?
Sou o jovem mais velho que conheço..
como Deus e meu avô: quase morto de desgosto!
   E na guerra livrosXcomputadores..
dos livros,seu fiel aliado,
o seu último soldado.

                                                            (Caio Almeida).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Panela de Pressão






                             A  Panela  de  pressão




  O homem tem a necessidade de expressar  e canalizar seus sentimentos (ou algo dentro de si) atravez de algum tipo de processo.
   Para ilustrar,pode-se imaginar uma panela de pressão.Em um dado momento a pressão que há dentro dela deve escapar por um pequeno furo em sua superfície.Do contrário,a panela explodiria.
   A panela simboliza o homem por completo (corpo,alma,etc).
   A pressão significa sentimentos (ou outros agentes) dentro do homem: amor,raiva,ansiedade,etc.
   O furo na panela é o fatos que canaliza esta pressão,uma válvula de escape.No homem,esta válvula pode ser a arte de pintar,desenhar,cantar,escrever...ou até mesmo chorar,bater e brigar.Pode-se chamar tais ações(e por que não?) de ações de descarrego.Podem ser voluntárias ou involuntárias.Não é preciso comentar que tal válvula gera inspiração.
    Com uma "olhada para trás",pode-se perceber que tais ações o homem desenvolveu involuntariamente desde o princípio de sua existência: desenhos em cavernas,,poemas,esculturas e cansões(como na Antiga Grécia)...etc.
   Mas o pue causa esta "pressão"? No caso da panela,sabe-se que o agente causador é o fogo.Já no homem,pode-se sitar objetos e situações: do amor(pressão) o agente causador poderia ser uma mulher(objeto) e existem inúmeras "válvulas de escape" par o amor,como a escrita,cansões etc.A raiva,como forma de pressão que pode gerar ações involuntárias,pode ser causada por algum tipo de situação e sua ação de descarrego poderia ser brigas,mal humor ou até mesmo um grito.Daí se seguem inúmeros sentimentos,situações e canalizações.
    Até aqui tudo parece muito óbvio e certamente já foi observado e estudado.Mas quero chamar uma atenção especial para as seguintes perguntas:

-Como seria o melhor meio de aliviar a maior quantidade de pressão?

   Acredito que o melhor modo de aliviar a pressão fazendo o que vai de acordo com a consciência,pois fazer algo contra a própria consciência geraria ainda mais pressão,mesmo na tentativa de aliviar uma outra pressão).Imagino que uma ótima saída seria a religião e a crença.Pois a certeza do indivíduo de um "bem absoluto" e seguir de acordo com ele fá-lo-ia seguir em paz com sua consciência.

-O que aconteceria se o homem possuísse ou desenvolvesse sua "válvula de escape"?

  Não se pode dizer ao certo o que aconteceria com indivíduo sem uma saída para sua pressão,pois até onde sei,nunca ocorreu.
   Certamente não explodiria como uma panela.Em contra-partida,deve-se supor que seria algo de grande prejuízo,pois foi algo que,desde o princípio,a mente e o organismo aprenderam involuntariamente a desenvolver(com algum propósito),mostrando ser assim uma necessidade(pois o organismo jamais geraria algo desnecessário a si mesmo).

-Seria possível,como seria possível e o que aconteceria se o homem pudesse(ou soubesse) utilizar tão plenamente sua "válvula de espape" a ponto de não possuir mais pressão?

   Já foi visto que a panela possui uma pequena fresta onde alivia sua pressão interna.Porém,se fizermos vários furos em sua superfície,ou melhor,tirar a tampa...não existiria mais pressão.
  Seria possível isto no homem? Imagino que sim! Pois vejo a escrita,a pintura a arte, a raiva...enfim,todos estes pequenos modos de aliviar a pressão...como uma tentativa de alcançar algo maior.Como se o corpo e a mente tentassem esvaziar a pressaõ por completo.Tirar a tampa!
   Mas o que aconteceria a partir daí? Um estado de Nirvana? Uma conexão direta com o Cosmus,o universo,ou com a divindade,como acreditam os panteístas?
    Uma coisa parece certa.Iria gerar um conhecimanto pleno do próprio "eu",pois sem a pressão,não possuiriamos  mais descontroles e ações involuntárias causadas pela 'válvula de escape". Ou seja,poderiamos saber o nosso real comportamento sem que sejamos influenciados por fatores externos.
                                                                                     (Caio Almeida).


  P.S: Vale muito a pena ler os comentarios do Prof. de Sociologia e Geografia,Roberto Spinelli.
                                                               

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O Velho Sábio






                                   Jovem:  Ensina-me tudo o que sabes.
                       Velho:  Tu terias de viver 80 anos para aprender,
                     e eu mais 80 para ensinar. Apenas Viva!

                                                                     De: Caio Almeida.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Incerto




      O mundo é uma incerteza.Uma incerteza composta de incertezas.
      Sempre me interessei pelo fato de os olhos enganarem a mente que os comanda.Peraltas,ou rebeldes da alma?
     Digo "sempre'',pois desde pequeno queria ser mágico.Brincar com os sentidos...Ter em minhas mãos o engano dos olhos.Dominar a arte das ilusões.
    Mas fui eu quem me iludi! Minhas certezas vazaram como a água em sua correnteza.Minhas ideias mais concretas tornaram-se como areia, e a única forma de te-las em minhas mãos está na impossibilidade de tornar-me menor que elas.
    Descobri então o verdadeiro mágico: "A Vida". Professor cruel que não ensina a seus alunos,mas se diverte em iludi-los.
     Logo,tenho como única certeza,a minha incógnita.

                                                                                    De: Caio Almeida.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Espinho da Flor






    Em minhas mãos a minha flor
seu aroma,seu beleza...
    Minha! Ainda que outra flor eu veja
e por mais que os espinhos causem dor.

    Em minhas mãos a minha flor
minha alegria e minha hemorragia.
Suas pétalas,sua cor...
a dor vale enquanto o aroma contagia.

 E em minhas mãos a bela flor
regada do suor sereno.
Em meus olhos irradia
e em minhas veias seu veneno.

  Mas se a beleza o tempo leva,
onde está minha alegria?
Se só sobram os espinhos
de que vale a hemorragia?

 Quando cesse-se o odor
de que vale a minha dor?
A antes rainha da flora
logo mesmo jogo fora.

                                                                        De: Caio Almeida