quinta-feira, 19 de abril de 2012

Gólgota


 A Noite do Madeiro


  Calado bebo o cálice
que o Pai não afastou.
E foi graças a ele
que o mundo se salvou.

  Na noite do madeiro
me arrastaram pelas ruas.
  Nunca pratiquei pecados
mas de pecados estou cheio.

 
  Em verdade em verdade vos digo,
como já estava escrito:
entre o céu e a terra
o meu corpo estendido.
 
 Com a vista aqui de cima,
vejo o povo à gritar.
  Com meus braços estendidos
e meu corpo à sangrar.

 Está consumado!
E depois de tanto amar,
bastam apenas três dias
para eu ressuscitar.

                                                                           De: Caio Almeida

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