domingo, 9 de janeiro de 2011

Uma Rosa por um Punhal



"Vejo um punhal à minha frente,vou apanha-lo.Ainda não apanho-te,mas ainda o vejo à minha frente."
  
   Tu és para mim como um punhal.Não.Não um punhal mas uma rosa.
  Sim,uma rosa.Uma rosa da qual queria apanhar,mas não a tinha,porém a vejo á minha frente.
   Mas agora que a tenho,que farei contigo? Colocar-te-ei num vaso.
   E agora,em meu vaso,ainda te vejo em minha frente,mas estas mais distante...em meu vaso tu não podes viver,e tu estas morrendo,e se tu morres,não posso mais te vr.
   Assim,arrependo-me de te-la colhido,de te-la apanhado.Pois se não tivesse a colhido,não lhe teria,mas ainda a veria á minha frente,e lhe veria eternamente.
  Agora,minha rosa,morta,não te vejo,e se não te vejo,não posso viver.
  Agora,vejo um punhal à minha frente,vou apanha-lo. 

                                                                                                            De: Caio Almeida
                                                                                                       

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